thick as a brick, Jethro Tull, 1972.

"Deixe-me contar-te as histórias de sua vida
Do seu amor e o corte da faca
Da opressão incansável, da sabedoria instilada
Do desejo de matar ou ser morto
Deixe-me cantar sobre os perdedores estirados
Na rua enquanto o último ônibus passa
As calçadas estão vazias
Nas sarjetas escorre o vermelho
Enquanto o tolo brinda seu deus no céu
"

Thick as a brick, Jethro Tull, 1972.

terça-feira, 3 de julho de 2012


Bilhete

Olhe bem nos meus olhos, já não parecem mais aqueles ativos detalhistas daquela época em que foste real mulher. Olhe bem prá você... apenas olhe.  O fato é que a gente perdeu toda aquela magia, opacos, secos como casca grossa de pau da caatinga é hoje. A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos como no tempo de nossas descobertas profundamente ímpares. E velha, tão velha ficou nossa fotografia de uma forma que já não lhe reconheço.  Olhe bem nos meus olhos, cansados, de lhe ver e não lhe enxergar... Olhe bem prá você, onde anda aquela, aquela...? A quem é que a gente engana com a nossa loucura que nos maltrata mais que a própria sanidade... Não. Basta. De certo que a gente perdeu a noção do limite, loucura é bom, mas, é melhor junto.  Porque sempre, sempre, as coisas tentem a mudar e atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá...


Bruno Sérvulo estudante de Direito e de Turismo. 

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