thick as a brick, Jethro Tull, 1972.

"Deixe-me contar-te as histórias de sua vida
Do seu amor e o corte da faca
Da opressão incansável, da sabedoria instilada
Do desejo de matar ou ser morto
Deixe-me cantar sobre os perdedores estirados
Na rua enquanto o último ônibus passa
As calçadas estão vazias
Nas sarjetas escorre o vermelho
Enquanto o tolo brinda seu deus no céu
"

Thick as a brick, Jethro Tull, 1972.

sábado, 30 de junho de 2012

"Não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa
não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa

Enquanto eles se batem, dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia,
Eu não tenho nada
Antes de você ser eu sou
Eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés

E só vou beijar no rosto de quem me dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
 eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés"


Os novos baianos cantavam assim em  "Juízo Final" (Compacto 1971). O segundo disco do grupo, Acabou Chorare, que mescla guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô, foi eleito pela revista Rolling Stone como o melhor disco da história da música brasileira em outubro de 2007.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Eu me preparei,
tomei banho,vesti uma roupa qualquer,
não quis usar perfume e nem batom,
sentei-me na cadeira mais próxima a porta de saída,
planejava fugir,mas não resolveria nada,
entre um gole e outro do mais barato vinho
eu chorei,acho que estou sendo modesta,
eu solucei como se eu tivesse perdido uma guerra
e tudo ficasse sem sentido.
Ouvi alguém chamar meu nome,me esforcei pra
abrir a porta e fingi um breve sorriso,
então das mãos frias da minha indesejada visita
peguei uma carta,eu até já previa o que iria ler,
mesmo assim fiz questão de soletrar mentalmente tudo ali escrito,
engoli cada palavra como se tomasse um litro de pimenta pura,
em poucos minutos fitei a porta e tive a certeza
quando olhei em seus olhos,era chegada a hora de ir.
Andamos então pelas ruas e enfim chegamos ao endereço
destinado que me foi mandado em palavras sucintas,
eu já havia estado ali antes,
saquei meu revólver simples,de liquidação no mercado negro
e entrei na casa,revistei tudo mas não havia ninguém lá,
que tipo de trabalho era este então?
Foi aí que entendi o que significava a última oração da carta que recebi:
chegando lá,dentro da imensidão do nada,lembre-se de eliminar
a única pessoa que lhe fez mal.
Neste caso,era eu mesma.
Prazer,eu me chamo a morte,e foi assim
que eu comecei a trabalhar,
matando a mim mesma

Ana Clara Duarte

domingo, 24 de junho de 2012


"... viu o chuvisco eterno, a bruma matinal com cheiro de fuligem, os homens vestidos a rigor nos bondes elétricos, os enterros de nobres nas carruagens góticas de percherões brancos com morriões de plumas, as crianças dormindo enroladas em jornais no átrio da catedral, porra, que gente tão estranha, exclamou, parecem poetas, mas não eram, meu general, são os godos do poder, disseram-lhe e, havia regressado daquela viagem irritado pela revelação de que não há nada igual a este vento de goiabas podres e este fragor de mercado e este fundo sentimento de pesadelo ao entardecer desta pátria miserável cujos limites não havia de transpor jamais, e não porque tivesse medo de se mexer da cadeira em que estava sentado, segundo diziam seus inimigos, mas porque um homem é como uma árvore do mato, mãe, como os animais do mato que não saem da guarida senão para comer, dizia, evocando com a lucidez mortal do cochilo da sesta a soporífera quinta feira de agosto de há tantos anos quando se atreveu a confessar que conhecia os limites de sua ambição;"  

Gabriel García Márquez, em "O outono do Patriarca" pág. 101, 1975.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Senhoras e senhores, caros leitores, estamos recebendo textos de todas as espécies e galáxias. Publicaremos aqui, neste The StCleve Chronicle. A sua timidez pode esconder um grande escrito, privando-nos do prazer de uma boa leitura. Envie-nos para: thestcleve@hotmail.com
E faça parte do The StCleve Chronicle!

domingo, 17 de junho de 2012

"... Tudo isso são absurdos, tolices, velhas palavras preconceituosas que eu abomino! Tudo que é útil à humanidade é nobre. Eu só compreendo a palavra útil. Ria o que quiser, mas é assim."

Crime e Castigo, pag. 403.
Dostoiévski
"Bem eu sou um trabalhador comum
Com uma metade de ranço - pão e geléia
E se isso me agrada
Eu farei uma gozação com você, cara
Quando o cobre desbotar
A estação das chuvas chegar
O pirata fosforescente finalmente afunda
E se eu ri um pouco rápido demais
Bem, isso cabia a mim"

Up To Me, song by Jethro Tull from Aqualung album, 19 de março de 1971. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Deu na coluna do Crispiniano Neto (DeFato): 



Josifoi-se.
Vá com Deus!! 


Esse cara tem umas tiradas muito boas!!


O espantalho

O espantalho; o tradicional é famoso. Um boneco feito de roupas velhas e usadas: talvez seja esse o motivo da sua aparência pacata. Chapéu? Claro que sim! Como poderia ser o chapéu, peça faltosa nesse figurino de gala. Eis a sua forma mais simples... E como pessoa útil ou não, tenho que dizer de que é feita sua parte interior. Suas entranhas! Tantas são as formas de encher-te, pobre espantalho. Que a astúcia mais cretina domine a razão deste que te encherá. E quando espantalho for de fato, espante! Não é outra a sua saga. Nem outro o seu objetivo. Por isso que és feio!

Se os fins justificam os meios, não haveria personagem mais cabível que tu, isso mesmo espantalho, tu. Que viesse melhor desempenhar a função do espanto. Função essa que diria de certa complexidade, no seu caso, pressupondo que os supostamente espantados terão em suas cabeças um cérebro: o que quer queira quer não débil espantalho, você não tem. Para que a missão a que fora destinado seja cumprida precisa da compreensão e do medo dos que por hora se espantam. E tenha certeza, irresponsável espantalho, muitas e muitas vezes você não causa medo algum... Não permita que a incompetência lhe tome. Afinal de contas és ou não é um espantarão?

Ingênuos e injustos são os que por total engano lhe confundem com o de Escariotes. Este, foi fadado a mau lembrança. Quando na real situação cumpriu apenas com o combinado. Você, nem combina nem cumpre. Mas isso não é assunto nosso...

Como quem já vai tarde, pronunciarei rápido pelo medo do enfado, um pequeno retalho da tragédia que tu és: Espantalho, sua alma de palha e farrapos já não sabe afirmar, nem sabe negar. Como saberia?! Ele não comanda, e tampouco destrói. Também não é um espantalho-modelo; a ninguém precede, nem sucede; colocando-se muito a distância, não tem motivos para tomar partido entre o bem e mal. É um instrumento, algo como um escravo, certamente a mais medíocre espécie de escravo, mas nada em si. É o que és.

BRUNO SÉRVULO
Estudante de Turismo da UERN (em greve) e Direito da Mater Christi
"Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos
E velha, tão velha ficou nossa fotografia
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura
De certo que a gente perdeu a noção do limite
 E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá"

Aquela Coisa Toda
Oswaldo Montenegro em 1980. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012



Quando meu amigo Dinamite falava eu ficava a madrugada inteira a lhe escutar, era como se aquilo tudo fossem conselhos, e de fato, eram.

Considerada por esse lado, a vida é simplesmente maravilhosa. Para conseguir ter uma transmutação de todos os valores, é necessário talvez mais faculdades de quantas foram até agora possíveis num só individuo; sobretudo, seriam necessárias contradições entre essas faculdades sem que, todavia, por isso se espezinhassem ou se destruíssem entre si. Ordem hierárquica das faculdades, sem sentido da distância, arte de superar sem provocar discórdia; não confundir nada, não “conciliar” nada; uma infinita multiplicidade que todavia é o contrário do caos; foi essa premissa, o longo trabalho oculto, a operosidade artística do meu instinto. E a sua alta salvaguarda se demonstrou fortemente, a ponto de eu, em caso algum, não ter chegado sequer a duvidar do que se desenvolvia em mim: de que todas as minhas faculdades se revelavam de chofre, improvisadamente, na sua perfeição mais elevada.        

Friedrich Nietzsche

Estamos nos arrumando, devagarzinho, mas arrumando... 
Saiu na coluna do Gilberto de Souza/GazetadoOeste 13/06: 
DIA DOS NAMORADOS

Já não se fazem mais namorados como antigamente. 
Tá bom de criarem agora o dia do "fico".



APOIADO!!!! RSRS 

domingo, 10 de junho de 2012

"A tristeza está em seus ombros como um manto
Bolsos amarrotados e esfarrapados guardam os restos da sua esperança.
O amanhecer é a sua meia-noite; todas as cores se foram."

Take a Pebble
Song by Emerson, Lake & Palmer from the album Emerson, Lake & Palmer, 1970.

Mércia Ivánovna



...vive o princípio da vaidade. E como clássica vaidosa se alegra; deleita-se em cada opinião boa que ouve sobre si. Independente de qualquer ponto de vista de utilidade que esse elogio possa lhe trazer e também, muitas vezes, não considerando se o é falso ou verdadeiro. Assim como sofre de cada opinião ruim. Pois se submete a ambas. Eis, um claro vestígio de escravidão.

- Os seus olhos. Ah, os seus olhos, Mércia Ivánovna! Outrora tão brilhantes e místicos, hoje, mais parecem um lago liso e relutante, no qual já não ondula um só encanto, uma só simpatia. Como nas analogias do Boff, as águias se transformam em galinhas. Abandonas-te os perigos de voar alto. Abdicou, de estar nos elevados montes e ver mais e mais coisas abaixo de si. Limitou-se a poucos pulinhos em companhia de vários sem noção que pulam e berram para aparecer. E aparecem, exatamente por cotidianamente berrarem e pularem.

Ditas estas! E supondo-se que desde já se saiba que se tratam apenas de verdades minhas, confesso: todo o contrário seria antes do meu agrado. Fica bem...

                                                                                                          Ethiel Ariza Teaupo


Nesse momento, completamente exausto, Ethiel Ariza deixou cair o pincel sob a folha e olhou profundamente para o nada. Coisa estranha: parecia que de repente, se apoderará dele uma tranqüilidade absoluta, não se encontrava no estado de “semi-delírio” como antes, nem de pânico como nos últimos tempos. Era esse o seu primeiro momento de rara e repentina serenidade.

Havia bastante tempo que não escrevia. Algo nele criava uma barreira entre o pensamento e a palavra. Em sua cabeça os textos lhe surgiam, os mais virtuosos e incríveis. Todos devidamente esquematizados, parágrafos, idéias... até chegar ao papel um longo caminho precisava ser percorrido. Nesse dia ele percorreu.

Quando retomou o rumo de seus pensamentos observou que havia passado tempo por demais ali. Notou que no canto direito de sua boca ironicamente havia se formado um sorrisinho, no qual transparecia uma nova e irritante impaciência.   





Bruno Sérvulo Costa Leite – Estudante dos cursos de Turismo e de Direito 

sexta-feira, 8 de junho de 2012


Pequena crônica da ressaca
por Bruno Sérvulo¹ 


         Se ontem me exprimi acerca dela daquela maneira, foi só porque eu estava vergonhosamente embriagado e até... Até tinha pedido juízo: sim, estava meio tonto, completamente louco... E hoje me sinto envergonhado. E que desculpa era essa de estar embriagado? Uma desculpa estúpida que me humilhava ainda mais! No cachorro engarrafado está a verdade e, de fato, a verdade completa saíra à luz, isto é, aflorara à superfície toda a maldade de meu coração, grosseiramente sincero.
         Independentemente do que tenha acontecido o meu desejo não mudou. Eu tenho muito desejo, um demasiado desejo de saber... Assim de modo geral... como é que ela, agora encara as coisas; quero dizer, não sei se me faço entender, não sei com devo me exprimir... Ou melhor dizendo: o que é que agora lhe agrada e o que é que lhe aborrece? Sempre estás tão calorosamente social! Quais são os seus desejos e, por assim dizer suas ilusões de mulher? Quem é que tem influência pessoal sob ela? Numa palavra eu queria...
         E mesmo agora, passado todo o meu torpor acredito que ainda me tome por louco. E, nesse sentido, efetivamente, todos nós, e com muita freqüência, somos quase dementes, com a única diferença que os doentes mentais são um pouco mais loucos do que nós, porque repare é preciso discernir, distinguir. Mas é verdade que não existe o homem normal, de maneira nenhuma; talvez entre mil, ou até vários mil apenas se encontre um, e, ainda assim num exemplar bastante fraco! Isto; disse-me um amigo numa madrugada.




¹ Estudante de Turismo e Direito

quinta-feira, 7 de junho de 2012


Fragmentos Antigos

Verdadeiramente os deuses gregos presentearam-te com a mais bela maestria de reger um concerto de palavras. Como escreves madura. Como pergunta tanto e não se dar resposta alguma. São traços, caminhos que suas meticulosas palavras vão seguindo, como num fio de água que desce a mais alta e bela montanha como apenas um fiozinho d’água que vai... descendo e crescendo, enchendo, aglomerando em si muita força, e que finalmente encontra seu destino, o fim da linha. A queda. O transbordar de uma cachoeira, vomitando água e significados. De um alto grau, vejo suas palavras perguntadas. Queria minha limitada razão compreender a infinidades de significados que vos pertence. Seria como se pudesse tocar a uma estrela. O brilho. A força. O sentido...  

Bruno Sérvulo
     

" Depois, com as mudanças políticas e a deterioração do mundo, ninguém do governo pensava nas artes nem nas letras."

Gabriel Garcia Márquez em "Memória de minhas putas tristes" Pág. 114.

quarta-feira, 6 de junho de 2012


A ilustre proprietária do nada

                                   por Bruno Sérvulo¹

                                                                                                 

O conforto é um privilégio de poucos ainda mais nesse modelo de sociedade onde todos nós procuramos cada vez mais melhorias para nossas vidas. Mas isso já é sabido por todos. Ora mais é claro! O que talvez muitos não saibam é que modelo de conforto realmente é o conforto de fato? Uma boa casa? Um bom carro? Ou talvez tudo isso e algumas coisinhas mais? 

Existem situações das mais diversas possíveis no que diz respeito ao conforto ou a inexistência dele. Perto daqui “vive” uma cidadã como qualquer um de nós. Porém sua situação é um pouco complicada. Ela mora na rua, e é conhecida por pseudônimos como a maioria desses hóspedes de rua. Passa o dia inteiro perambulando pela rua à catar miudezas, que tornam-se seus pertences.

            Passa por aqui, por ali e vai e vem ela sempre aparece perto da gente. Sempre pede um trocadinho nunca mentindo seu objetivo para com o dinheiro arrecadado, “tomar um pinguinho” que para ser mais objetivo é o mesmo que tomar uma lapada de cana. Quase sempre não conseguindo o dinheiro para os vícios primordiais, que são dois, o de beber cachaça e mascar fumo, sempre compra a cachaça com o pouco dinheiro conseguido e o outro ela engana a pegar pontas de cigarros jogadas ao chão e mascar. Vejam bem, seu conforto se resume a basicamente dois vícios. Que um ela já não consegue satisfazer.

            Certo dia ela me pediu um trocado arriscando até um argumento como justificativa. Chegou, olhou, estendeu a mão e disse:

-- você me da um dinheirinho pra eu tomar um pinguinho? Porque você sabe, é melhor beber do que fumar maconha...  

Confesso que ri na hora, não pela situação em que ela se encontrara, e sim pelo argumento por ela improvisado com maestria e por ter confiado no meu conservadorismo inexistente. Outra vez chegou e da mesma forma pediu dinheiro mais dessa vez foi menos categórica ao argumento. Pediu dizendo que queria tomar uma cana para disparecer um pouco, pois se encontrava muito preocupada com a vida.

 Como vemos, situações de conforto muitas vezes se confundem com a de desconforto quando vistas por uma ótica materialista. Sinceramente não sei se ela é feliz se satisfazendo entre um gole e outro de cachaça, mas sei que ela se encontra lá sempre indo e vindo e procurando cada vez mais pertences para montar o seu grandioso império do nada. E até uma sede já foi confiscada por ela à se tornar sede do seu império, a bela e arejada esquina da cobal. 

                             

¹ Estudante de Direito e de Turismo

                                                      







THE DOORS
                                                                             por Breno Cezar Costa Leite¹ 

A banda que durou 5 anos e mudou a forma americana e mundial de ver, ouvir e sentir musica. Com Jim Morrison, um vocalista extremamente carismático, simples e sempre controverso; John Densmore, um baterista com grande influencia jazzista; Robby Krieger, um guitarrista de estudo flamenco espanhol que nunca havia tocado uma guitarra elétrica antes de entrar na banda; e Ray Manzarek que havia estudado piano clássico na juventude por influencia de seus pais.
Depois de um encontro casual de Jim e Ray na praia de Venice, Califórnia, eles resolveram formar uma banda de rock juntando as experiências musicais de Ray e as poesias que Jim escrevia que por sinal, acompanhou Jim ate o final de seus dias, em Paris, formando assim a maior banda de rock americana de seu tempo. O nome “the Doors” vem de um poema do artista e poeta do século XIX, William Blake: "If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is: infinite" (em pt: Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito).
Com a formação completa e um nome pra banda, não demorou muito para lançarem seu primeiro disco intitulado de: “the Doors” em 1966. Sucesso garantido, não demorou muito para chegarem a TOP 1 nas paradas dos EUA com a canção “Light My Fire”. O disco ainda continha músicas como "Break On Through” que havia sido o primeiro single da banda, "Back Door Man" um cover de uma música de Howlin' Wolf, "The Crystal Ship" uma canção de despedida escrita por Jim para uma ex-namorada, Mary Werbelo, “The End” um longo e dramático épico descrita por Jim em 1969, "Toda a vez que escuto essa canção, significa algo mais para mim. Começa como uma simples canção de despedida provavelmente para uma garota, mas eu a vejo como uma despedida para um tipo de infância. Eu sinceramente não sei. Eu penso que é suficientemente complexo e universal na sua imaginação que pode ser quase qualquer coisa que você queira". O segundo álbum “Strange Days” lançado em Outubo de 1967, também continha a formula do sucesso do seu antecessor, músicas como "People Are Strange" e "Love Me Two Times" e outra épica e dramática "When the Music's Over". A gravação do terceiro disco “Waiting for the Sun” de 1968 foi marcado pela tensão entre os músicos e membros da produção por causa dos abusos excessivo de álcool por Jim, a demissão de seus empresários, abandono de estúdio por John Densmore. Mesmo assim o disco foi outro sucesso, com a musica “Hello, I Love You” chegando ao topo das paradas, "The Unknown Soldier" banida das rádios por sua letra controversa, as baladas “Love Street” e “Wintertime Love” e “Spanish Caravan” onde Robby Krieger pode expor seu virtuosismo no violão flamenco, e a política “Five To One” onde a letra dizia “... os velhos estão ficando mais velhos e o jovens ficam mais fortes... Eles têm armas mas nós temos a maioria.” A banda ainda veio a gravar mais três discos: “The Soft Parade”, “Morrison Hotel” e “L.A. Woman”, mas esses sem a mesma força dos primeiros, mais com boas músicas.
Após o ultimo disco, L.A. Woman, em Março de 1971, Jim Morrinson decide ir para Paris com sua namorada Pámela Courson, onde ele se dedicaria a sua poesia e abandonaria a vida de sex symbol e astro do rock, vindo a falecer dia 3 de Julho do mesmo ano. A morte ainda considerada um mistério já que foi confirmado que não houve autópsia no corpo. Acabando assim uma das maiores bandas da história.


¹ Breno Cezar Costa Leite estudante do curso de Sistemas de Informação 





Todas os escritos, textos, artigos, crônicas, chôros, rezas escritas e devidademente assinados por seus criativos criadores, escritores se assim preferirem, também serão de total responsabilidade dos mesmos. Digam o que quisserem, digam o que disserem...

terça-feira, 5 de junho de 2012


Boa noite!

Somos o StCleve Chronicle e aqui vamos nós... 

“ – O senhor, sem dúvida, tem razão, no seu ponto de vista; Deus me deu até uma aparência que só inspira aos outros  idéias cômicas; sou um bobo; mas digo e repito que o senhor, Rodion Románovitch, deve me perdoar, pois é um jovem na primeira juventude, por assim dizer, e eu sou um velho, e além disso deve me perdoar também, porque aprecia acima de tudo a inteligência humana, como todos os jovens. A sutileza da inteligência e as deduções abstratas da razão o seduzem.” 

Crime e Castigo  Fiodor Dostoiévski , pág. 372