thick as a brick, Jethro Tull, 1972.

"Deixe-me contar-te as histórias de sua vida
Do seu amor e o corte da faca
Da opressão incansável, da sabedoria instilada
Do desejo de matar ou ser morto
Deixe-me cantar sobre os perdedores estirados
Na rua enquanto o último ônibus passa
As calçadas estão vazias
Nas sarjetas escorre o vermelho
Enquanto o tolo brinda seu deus no céu
"

Thick as a brick, Jethro Tull, 1972.

quarta-feira, 13 de junho de 2012



Quando meu amigo Dinamite falava eu ficava a madrugada inteira a lhe escutar, era como se aquilo tudo fossem conselhos, e de fato, eram.

Considerada por esse lado, a vida é simplesmente maravilhosa. Para conseguir ter uma transmutação de todos os valores, é necessário talvez mais faculdades de quantas foram até agora possíveis num só individuo; sobretudo, seriam necessárias contradições entre essas faculdades sem que, todavia, por isso se espezinhassem ou se destruíssem entre si. Ordem hierárquica das faculdades, sem sentido da distância, arte de superar sem provocar discórdia; não confundir nada, não “conciliar” nada; uma infinita multiplicidade que todavia é o contrário do caos; foi essa premissa, o longo trabalho oculto, a operosidade artística do meu instinto. E a sua alta salvaguarda se demonstrou fortemente, a ponto de eu, em caso algum, não ter chegado sequer a duvidar do que se desenvolvia em mim: de que todas as minhas faculdades se revelavam de chofre, improvisadamente, na sua perfeição mais elevada.        

Friedrich Nietzsche

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